Para ser respondida terça-feira à noite: como os APL's podem contribuir melhor para a sustentabilidade como abordada pelo Global Forum? Antes de responder como é possível contribuir, podemos elaborar de outra forma: o que pode acontecer quando o tripé dos APLs (concentração, especialização e colaboração) encontra o tripé da sustentabilidade (econômica, social e ambiental)? Podemos ser mais precisos e tentar elaborar a real complexidade do situação: o que poderia acontecer quando os recursos (econômicos, financeiros, humanos...) das concentrações industriais do estado, com suas especializações produtivas (tecnologias, conhecimentos...), potencializadas pela colaboração entre empresários (empreendedores, responsáveis socialmente, inovadores...) e técnicos, professores, consultores, lideranças políticas, pesquisadores das entidades de apoio, estivessem a serviço do desenvolvimento econômico empresarial e regional, da melhoria da qualidade de vida e da conservação e preservação do meio ambiente?
A distância do que acontece e o que poderia acontecer é a mesma distância entre o tudo e o nada. Há locais onde não há relacionamentos, muito menos colaboração; há locais onde alguns perceberam o potencial do conceito APL para os negócios; há locais onde onde estão surgindo timidamente os primeiros projetos e, por fim, há locais onde a complexidade dos recursos começa a se alinhar através de articulações institucionais para a sustentabilidade da região.
Voltando a pergunta “como?”, posso fazer uma tentativa e ensaiar uma resposta. No meu ponto de vista, há duas possibilidades de atuação. A primeira, e mais importante porque pode ser realizada pelo Sistema, é trabalhar no sentido de fomentar não só os APLs mas outras concentrações e associações de empresários, devido a importância do setor produtivo para as localidades e regiões, a disponibilidade de recursos para projetos e o caráter pragmático dos empresários. Além disso, onde há um núcleo de empresários pensando e agindo colaborativamente pelo desenvolvimento, sempre é mais fácil propor ações mais complexas. Na minha opinião, enquanto Sistema e no que diz respeito aos APLs, ainda atuamos de forma reativa, e apesar dos enormes avanços obtidos, acabamos perdendo oportunidades quer seja de negócios quer seja de fomento a conceitos e projetos. Para não deixar de dar uma idéia prática, podemos imaginar a FIEP propondo um “Programa de APLs Sustentáveis”, via sindicato, que inicia com uma palestra e segue com três projetos: um econômico (SENAI), um social (SESI) e um ambiental (CETSAM). Quando e se o APL realizar estes três projetos recebe um certificado do tipo “aqui tem sustentabilidade!” para ser mostrado para clientes e fornecedores e sociedade em geral.
Uma outra possibilidade de como fazer que os APLs contribuam com a sustentabilidade de suas regiões é envolver a Rede APLs Paraná de Entidades Apoiadoras e promover a discussão do conceito objetivando a execução de ações em APLs. O que um trabalho de articulação institucional.
Falando em rede, o Carmona propõe “uma avaliação do uso das ferramentas de redes sociais que estarão disponíveis no GFAL (apresentadas ao Grupo Gestor do GFAL hoje) de forma a apoiar os APL's nessa e em outras tarefas”.
Acho a idéia fantástica, mas como gostaria de me alongar um pouco e, ao mesmo tempo não quero deixar essa postagem muito longa, deixo a segunda parte para amanhã.
terça-feira, 10 de junho de 2008
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Um comentário:
Caro Geraldo,
gostei muito da abrangência da resposta. Acho que só a discussão disso já fundamentará ações nos APL. Se você não viu ainda o comentário no blog do augusto de franco (augustonogfal.blogspot.com) veja ali uma abordagem excelente e raciocínio claro quanto a empresas e sustentabilidade, que pode ser estendida aos APL's.
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